|
|
:: Segunda-feira, Agosto 07, 2006 ::
Há dias em que tudo que se deseja é sumir. Desaparecer daqui, de qualquer lugar que possa lembrar esse momento. Desaparecer de si, do que vê no espelho, tão diferente de tudo que sonhou.
Há dias em que tudo de bom parece ter ficado pra trás. Em que o sorriso é esforço pra disfarçar um coração já seco de lágrimas. Os minutos se sucedem apenas por costume, sem propósito.
Há dias em que se deseja que as horas voem, não por esperar algo que poderá surgir, mas pra se livrar do presente.
É estranho. É muito estranho, desejar que tudo seja passado. É estranho não sonhar com um futuro. É estranho e tão normal apenas passar pelo presente. É estranho não sonhar. É normal não viver.
Há dias em que os momentos passam assim. E quando já são passado, não há como resgatá-los, não constituem memória, porque não trazem significado, porque simplesmente passam, não marcam.
Há dias que me sinto como esses momentos, que, talvez, por culpa do destino não sejam capazes de receber significado. Momentos que se esvaem sem que ninguém os note.
É estranho quando os dias se parecem tão iguais. É estranho esperar que algo especial aconteça, sem saber se o 'algo' é futuro, ou passado. Não sei se sabemos identificá-lo no presente. Não num exato presente.
Há dias em que não sei em que acreditar. Se é que realmente existe algo para se acreditar. Se sou eu que escolho, ou se sou produto de um destino.
Há dias em que lembro dos meus sonhos, que ficaram pra trás. E não consigo encontrar muitos sonhos novos. São todos os velhos e empoeirados sonhos que nunca deixaram a condição de sonho.
É normal não saber o caminho. É estranho quando parece circular. É estranho, às vezes, não saber se estou falando de passado, presente ou futuro.
* Ao som de Rain Song, Led Zeppelin
:: PEQUENA SÓ 11:48 PM [+] ::
...
Forme um par:
|