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:: Quarta-feira, Setembro 27, 2006 ::
The Persistence of Memory, Salvador Dali
Paciência
(Lenine)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára, a vida não pára não
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára, a vida não pára não...
:: PEQUENA SÓ 12:24 AM [+] ::
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:: Domingo, Setembro 24, 2006 ::
Imitação de mim
Mais um dia, que imita muitos dos outros. Tanto que, é quase possível prever como serão as próximas horas. Quase. Às vezes, o vento traz um perfume diferente. Às vezes, vem um sorriso diferente. Às vezes, uma nuvem faz companhia na imensidão azul. Como quando brincava de descobrir formas no céu. Ainda é assim.
Menos um dia. É o destino a contar o tempo. Sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim. São tantas angústias. Tanto de mim aqui dentro. Um tanto que talvez nunca se mostre. Um tanto incompreendido. Um tanto incompleto.
Porção lotada de sentimentos guardados. Porção cansada de não encontrar. Ser latente. Ser nascente a cada dia. Ser pulsante de vontades. Ser mutante. Ser conflitante. Ser confuso. Ser obtuso.
Ser de signos sem muitas representações. Não quero representar. Ser um ser apenas. Este ser. Este aqui. Movido por música, que escreve com o coração, dança com a alma e mora num corpo de mulher. Uma mulher comum. Doce, mas com um quê de azedume que a vida atribui. Calma e cheia de dúvidas. De sorriso fácil e lágrimas tímidas.
Infinitos são os erros, as perguntas, as fraquezas, as carências, os sonhos, os fracassos, as incertezas, as expectativas, os desejos, as dores, os odores, as indignações, as mudanças, os sabores, os questionamentos. A busca, o saber, o amor, o pensar, o sentir, o criar, o crescer, o renascer. Tudo num só tempo.
De que vale o tempo, senão pra correr incansavelmente. Finge ser exato, mas determina-se com tamanhos diferentes para cada um. Nosso tempo, seu tempo, meu tempo.
Espero, depois de muito ou nem tanto tempo assim, ainda ser capaz de questionar, de investigar as nuvens, de ser movida pela música, de escrever com o coração, de dançar com a alma e ter o sorriso fácil, até o último minuto.
*Ao som de A bad dream, Keane
:: PEQUENA SÓ 4:35 AM [+] ::
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